martes, 14 de junio de 2022

Um conto recém escrito - Cris Sousil

 Não todos os meus amigos atuais sabem que no passado eu me dediquei bastante à literatura. Na verdade, o fato de ter escolhido a universidade de Letras não foi pela paixão pelos idiomas, e sim, pela paixão literária.

Antes mesmo da faculdade, fiz um curso de escritura de poemas no Museu Lasar Segal que foi extraordinário. Depois da universidade, na minha vida em Buenos Aires, tive o prazer de fazer mais dois cursos sensacionais, um de escritura de contos e outro de poemas. Também comecei um outro curso de escritura de roteiro para cinema, mas o abandonei pela metade.

No ano passado, quando decidi me dedicar plenamento ao aprendizado de idiomas, abri mão de um projeto literário do qual fazia parte e no qual aprendi muito, o projeto "Clarices". Não me arrependo pois vivemos diferentes etapas de nossas vidas e devemos respeitar cada ciclo. Porém, descobri ao longo dos anos, que mesmo quando me afasto da literatura, a literatura não se afasta de mim. Por isso, durante todos esses mês em que me mantive afastada, senti essa angustia da ausência das palavras. Tentei enganá-la com os escritos no meu Blog, algo que também adoro fazer, no entanto, não é o mesmo.

Hoje decidi me sentar em frente ao computador e não planejei, deixei que as palavras viessem e vieram, um novo conto foi parido, simples e breve, como desejava. Ainda não tive tempo de fazer correções, mas, aqui está ele, recém parido. Se gostarem, comentem, isso ajuda tanto! Boa leitura.

 

Quando palavras são pegadas

Cris Sousil 14/06/2022



Caminhar, caminhar, caminhar.

A cada passo uma palavrinha… era de palavras que ela se sentia mendiga.

Desde que aceitara o cargo de colunista no jornal da cidade, escrever deixara de ser apenas um hobby e passara a ser um compromisso semanal. Talvez o vento ou talvez as nuvens, quem sabe, alguém, um fofoqueiro de plantão, tinha levado aos ouvidos dos Deuses da criatividade e da inspiração essa notícia e, eles, tímidos ou fanfarrões, tinham decidido esconder-se. Era a pista de tal esconderijo que ela passou a buscar todas as manhãs enquanto caminhava, com um cigarro apagado na mão.

Ana tinha deixado de fumar há um ano, após uma crise de bronquite asmática tê-la mandado ao hospital, porém, o hábito de segurar um cigarro quando estava nervosa, mesmo se apagado, não tinha se desvanecido.

E assim ia ela, caminhando por uma avenida ruidosa da cidade, sem ouvir buzinas, nem freadas, nem passos apressados, nem suspiros mal humorados. Atenta somente às palavras que vinham, por vezes, sonoras, por vezes escritas no ar poluído, às vezes cheirosas e outras fétidas. Todos os seus sentidos deveriam estar concentrados à caça às palavras.

A tática normalmente funcionava, uma briga de namorados, a filhinha que perguntava ao pai porque o planeta era redondo, algum diálogo interessante era captado pelas anteninhas de Ana e ela então depositava sua atenção nele e sua mente era invadida por ideias que fariam daquela simples troca de palavras, um manjar literário.

Entretanto… hoje… tanto e tanto e nada quanto… quando? Quando os Deuses iam se manifestar e soprar seus vernáculos?

Uma pausa. Seus pés estavam inchados, as pernas exaustas, o humor negro e… miau…

Miau?

Um bichano miúdo, sujo e feio começou a se esfregar entre as pernas de Ana.

Miau…

Ana olhou pra baixo, com um certo asco. E o bicho continuava.

Miau… Atchin!

Um espirro, mais psicológico do que físico, seguido por outro espirro e por outro miau.

Ana se mexeu e voltou a caminhar lentamente, livrando-se do gato.

Deu alguns passos, talvez nove ou dez e olhou para trás e miau.

O gato estava a um passo atrás.

Mais alguns passos incontáveis de Ana e o mesmo ato acossador.

Ana acelerou o passo, e a fera também.

Ana correu, o miúdo também.

Ana e suas pernas longas. O míúdo e suas patas magrelas e curtas.

Finalmente Ana olhou para trás e viu aquele ponto peludo, atrasado, a alguns metros de distância e adivinhou seus olhos chorosos. Um miado quis chegar aos seus ouvidos, mas perdeu-se entre os gritos da cidade.

Ahhhh Ana. 

Ana voltou, passos lentos, cabeça movendo-se de um lado a outro, insistindo na negação. Mas a cabeça, os braços e as pernas não se comunicavam. Essas últimas, se dobraram, os braços se esticaram e o bichano foi parar ali, acolhido no calor do corpo de Ana que atchim, foi caminhando e caminhando e, miando o bichano, foram indo e chegando no apartamento da Rua Três.

Naquele mesmo dia Ana voltou a caminhar, foi até o pet shop, deixou lá cerca de 200 reais, e levou com ela caminha, comida, areia e brinquedos. Parou também na farmácia para comprar lencinhos de papel e uma caixa de loratadina.

Naquela mesma noite Ana se sentou frente ao computador, uma coisa peluda no colo, Ana decorou três folhas no documento do Word, as palavras pareciam pequenas pegadas que contavam as aventuras de um gato que saltava nos telhados em uma noite de inverno acompanhado por outros dois festeiros gatos e… miaus, atchim e miaus.

 


 


 

 



lunes, 13 de junio de 2022

Juntos somos mais fortes - As vantagens de estudar acompanhado Cris Sousil 13/06/2022

 

 

 

Sou a terceira de quatro filhas. Tive que aprender desde sempre a compartilhar tempo, espaço, brinquedos e desejos. 

É verdade, estar em grupo é adaptar-se o tempo todo, é dividir. É dividir? Sim! Porém, se a divisão é bem feita, ela vem seguida pela multiplicação. Porque trabalhar em grupo também é multiplicar. Multiplicar resultados, multiplicar ideias, multiplicar conhecimentos!

O que aprendi de pequena, é usado hoje a meu favor no aprendizado de idiomas.

Sei que cada caso é um caso, e, no meu, funciona maravilhosamente bem.

A não ser que você seja muito introvertido, que tenha problema de concentração ao trabalhar em equipe ou algo do gênero, aconselho-o a tentar. 

Veja alguns benefícios de estudar acompanhado.



Falar em voz alta ajuda a reter informação

Quando se lê um texto em voz alta, quando se discute uma tradução ou uma pronúncia, quando se troca ideia para resolver um exercício, toda essa prática acompanhada, faz com que nossa mente retenha as informações, mais do que quando passamos pelo mesmo processo sozinhos.



Discutir e compreender melhor

Aquele velho dito que duas cabeças pensam melhor? De fato, há uma chance muito maior de que isso aconteça do que quando gastamos horas tentando entender algo sozinhos. Ao trabalhar em grupo, diferentes ideias são expostas, diferentes pontos de vistas são discutidos e a junção dessa variedade pode levar, mais velozmente, ao alcance da resolução, da compreensão.



Ensinar ajuda a fixar

Mesmo se você não sinta que tem dificuldade num assunto específico, o fato de você ensinar um conteúdo que entende melhor do que os outros, fará com que o fixe muito mais. Então, estudar em grupo também auxilia aqueles que não têm muitas dificuldades no aprendizado porque, definitivamente, ensinando se aprende.



Estudar em grupo motiva

Às vezes, acordamos preguiçosos e desmotivados, porém, se você faz parte de um grupo, o compromisso e a responsabilidade farão com que você não postergue. Você saberá que existem pessoas esperando por você e, sendo assim, não adiará o seu momento de aprendizado.



Estudar em grupo é divertido e mais criativo

Além de útil, se você faz parte de um grupo onde se sente bem, certamente os encontros de estudos serão muito divertidos.

Cada participante poderá sugerir diferentes caminhos para alcançar o aprendizado, seja uma música, um filme, um tipo de exercício, uma discussão. Portanto, a possibilidade que o estudo seja monótono e entediante, será bem menor. Certamente, será possível conhecer coisas que nem imaginava devido a sugestões de diferentes membros do grupo.



Amizades novas

Dos grupos de estudos, podem nascer relacionamentos incríveis que durarão e trilharão caminhos que vão além do aprendizado do idioma, ou seja lá o que estiverem estudando juntos. A união que, a princípio, ocorreu por um objetivo em comum (nesse caso o aprendizado de um idioma), aos poucos, pode ir se transformando em uma valiosa amizade.



O imprevisto como alavanca de aprendizado

Num encontro em grupo, imprevistos acontecem gerando temas de conversação. Ok, é possível praticar a conversação falando com você mesmo através do espelho, mas de onde virá aquela pergunta imprevista? Provavelmente, falando sozinho, você usará somente o vocabulário que sabe, mas ao estar em grupo e ter de responder perguntas que não esperava, você sentirá necessidade de descobrir vocabulário novo. Também escutará outras pessoas falando e aprenderá deles mais léxico. Além do vocabulário, numa conversa, poderá notar dificuldades em estruturas gramaticais que talvez já até tenha estudado, mas que esqueceu e que precisa repassar.



COMO MONTAR OU ENCONTRAR UM GRUPO DE ESTUDOS

Primeiramente devo aclarar, quando falo grupo de estudos, pode também ser uma dupla, ou seja, ter apenas um companheiro (a) de estudos, talvez isso seja até mais fácil do que encontrar um grupo maior e já vai ser muito útil, agradável e motivador.

Entretanto, caso se tenha a sorte de encontrar um grupo de 4 ou 5 pessoas, onde haja uma boa relação entre todos, será ainda melhor.

Como encontrar? Contarei como eu encontrei meus grupos, pois isso pode servir de guia.

Comecei a participar de grupos no Facebook de estudantes de idiomas. Desses grupos surgiram eventos ou criações de grupos de Whatsapp. Dos grupos no Whatsapp ou eventos do Face criou-se afinidades com um ou outro participante, conversas paralelas e, finalmente, conversas no privado, onde foi sugerido um encontro no Zoom (ou outra plataforma) para estudar algo pontual. Quando a afinidade cresceu, vieram mais e mais encontros, até que esses encontros se transformaram em um compromisso fixo num dia estabelecido e aceito por todos.

Também entrei em grupos que já existiam e que encontrei no Facebook, é o caso do grupo de francês no qual participo há quase dois anos e que gerou, depois de um tempo, outros pequenos grupos.

Outro grupão do qual faço parte é o de imersão ou conversação em idiomas diversos, no Talk’n Talk. Trata-se de uma comunidade de aprendizado de idiomas onde diversas reuniões são oferecidas em inglês, francês, italiano e espanhol, a maioria de forma gratuita, segura e bem organizada.



QUANDO NÃO DÁ CERTO

Quando não há comprometimento, quando não há responsabilidade e disciplina, quando há competição entre os membros do grupo, quando não há respeito ou foco.

Para mim, fixar um dia e um horário de estudos é primordial, bem como definir o que será estudado.

Em alguns grupos, dividimos a mediação do encontro. Ou seja, a cada encontro, uma pessoa é responsável por trazer uma dinâmica de estudos. Em outros, sou apenas participante e outra pessoa conduz. E ainda há aqueles, em que eu sou a responsável pela mediação e por trazer o material e o conteúdo.

Em todos somos estritos com o horário, falta-se somente quando realmente há um motivo forte para faltar. 

Em todos somos extremamente respeitosos uns com os outros, não há competições e ninguém se julga melhor do que ninguém, há espaço para a democracia, para escolhas e planejamentos e para o debate.

Tentamos manter o foco nos estudos, fofocas, bate-papos, normalmente são feitos depois do encontro ou, brevemente, no início.



GRUPOS COM MEMBROS FIXOS OU GRUPOS ABERTOS

Aprecio ambos. Nos grupos com membros fixos, cria-se uma afinidade maior que, na maioria das vezes, resulta em amizade; e se sente mais à vontade e seguro para se expor.

Nos grupos abertos, com participantes que variam, se tem mais variedades de experiências, se é obrigado a sair da zona de conforto e se cria mais coragem de falar com quem seja no idioma que se está aprendendo. Além de estar sempre disponível a conhecer mais pessoas interessantes a qualquer momento. 

Indico: www.talkntalk.com.br 

Indico: Encontros de Conversação e grupos de Leitura em Francês e outras línguas (no Facebook).

Indico: Quero ser poliglota (no Facebook).

 

 

Finalizando...

Hoje em dia, estudo todos os dias com alguém, seja em dupla ou em grupos maiores. Participo e coordeno grupos fixos, bem como participo e faço a mediação de grupos abertos. Posso assegurar que aprendo muito mais do que aprenderia sozinha e me sinto mais acompanhada e mais feliz, rodeada por pessoas interessantes cujo objetivo é similar ao meu. Asseguro ainda que, dessa forma, além de idiomas, aprendo lições de vida e que ganhei, felizmente, grandes amigos que certamente me acompanharão por muitos anos mais e em novas e fantásticas aventuras.

 



 

 

martes, 7 de junio de 2022

Ler para aprender idiomas - Apertem os cintos e voem pelo universo das letras aladas!!!

 

Ler para aprender idiomas - Apertem os cintos e voem pelo universo das letras aladas!!!

Livros de níveis, sites para leitura de textos, blogs, etc.



DEBUT E LIVROS DE LEITURA FÁCIL

Sempre fui amante da leitura, apesar de ter períodos intensos e outros bastante estagnados. Ler sempre foi um portal mágico para mim, uma passagem para outros mundos. Além de ler, também me aventurei no universo da escrita, mas esse é assunto para outro post.

O aprendizado de espanhol ocorreu de forma muito natural. Aprendi sem a intenção de aprender e isso se deve ao fato de ter feito uma intensa imersão simplesmente por gostar de muitas coisas da cultura de língua hispana, como músicas, cinema e literatura.

Comecei lendo e traduzindo letras de músicas, o que me levou a me interessar pela leitura de poesias. Naquela época descobri e me deleitei com Pablo Neruda, e outros. Logo estava lendo romances.

Em 2005 fui viver na Argentina, precisamente em uma residência para estudantes. Dentro da residência havia uma modesta biblioteca. Cada estudante que passava por lá deixava um ou mais livros que poderiam ser, mais tarde, desfrutados por novos estudantes. Comecei, mais intensamente, a ler tudo que encontrava, dos clássicos aos modernos. 

Outro ponto positivo de morar em Buenos Aires eram as livrarias ultra econômicas da Av. Corrientes, que paraíso!!! Cada vez que eu passava por uma delas voltava para casa com uma bolsa lotada de edições econômicas das mais variadas. Admito que alguns desses presentes ainda nem li, outros devorei.

Hoje tenho um vasto vocabulário em espanhol e minha compreensão leitora, às vezes, é melhor do que a de um nativo.

Pois bem, é o que tento fazer em outros idiomas, apesar de ainda não ter ido tão longe.

Quando comecei a tentar ler em italiano, cometi um erro: escolhi um livro difícil demais para o meu nível de, na época, iniciante. Eu o abandonei em poucos dias. Aconselho, enfaticamente, a escolha de livros adequados.

Minha segunda tentativa foi diversa, escolhi um livro feito para estudantes, um livro de leitura fácil, organizado por nível. 

Já escutei pessoas criticando os livros escritos e divididos por nível, feitos especificamente para estudantes de língua estrangeira. Cada qual tem sua forma de progredir, para mim esse método serviu e ainda serve de forma espetacular. E mais, o progresso que tive em francês em um ano, deve-se principalmente à leitura desses livros em grupo.

Usei-os para inglês,para italiano, para francês e, se um dia decidir aprender outro idioma, certamente os usarei novamente. 

Claro que a ideia não é parar aí e sim começar com eles e depois migrar para outros tipos de literatura.

Por que acho que esses livros servem? 

  1. Há uma repetição de vocabulário o que faz que seja possível interiorizá-los e depois usá-los de forma natural. Ou seja, amplia o vocabulário;

  2. Os livros acompanham áudio, o que possibilita o trabalho de diferentes habilidades. Gosto primeiro de ouvir o áudio sem o texto, para trabalhar a compreensão auditiva. Posteriormente, trabalhar áudio e texto em conjunto, para exercitar a pronúncia. E por último, ler em voz alta, sem o acompanhamento do áudio (vale a pena se gravar para se escutar e se analisar depois e/ou fazer uma leitura em voz alta em grupo);

  3.  É possível observar estruturas gramaticais de forma prazerosa e leve;

  4. São extremamente divertidos e geram o desejo de ler mais e mais, passando, gradualmente,para leituras de níveis mais avançados até adentrar na leitura de um “verdadeiro” romance.

Em italiano indico a coleção de Alma Edizioni:

https://www.almaedizioni.it/it/catalogo/schede/ADULTI/LET/

Em francês há uma vasta variedade de coleções, cito algumas:

Lire en Français Facile - https://www.hachettefle.com/collections/lff-lire-en-francais-facile

Lecture CLE: https://www.cle-international.com/collection/lectures-cle-en-francais-facile/

Collections Mondes en VF: https://didierfle.com/categorie-produit/collections/mondes-en-vf/

Em espanhol há a editora Edelsa: https://tienda.edelsa.es/categorias/470665

https://tienda.edelsa.es/categorias/470666   / https://tienda.edelsa.es/categorias/470669

Editora Difusión: https://www.difusion.com/catalogo/lecturas/adolescentes

https://www.difusion.com/catalogo/lecturas/adultos

Editora Cideb*

https://www.blackcat-cideb.com/en/catalogue/spanish/s/leer-y-aprender-en/

Em inglês também há uma vasta variedade, li vários livros da coleção Cambridge Reading Club.

*A Editora Cideb tem coleções em diferentes idiomas.


LEITURA GRUPAL

Uma prática que tenho feito há mais de um ano, é a leitura em grupo. Reúne-se um número de pessoas cujo interesse e  nível no idioma são equivalentes. Escolhe-se um livro que é dividido em partes. Cada participante fica responsável pela leitura em voz alta de um trecho do livro e sua interpretação. Os encontros têm duração de uma hora e a quantidade de encontros depende do tamanho do livro.

No Facebook, o grupo Encontros de Conversação e grupos de Leitura em Francês e Outras Línguas oferece a possibilidade de entrar em turmas de diferentes níveis, e melhor, gratuitamente.


LER NO KINDLE

Outra opção maravilhosa e ecônomica é o Kindle.

Amante dos livros físicos, tive bastante resistência para começar a usar tal tecnologia. Agora sou apaixonada por mais esse recurso, apesar de, admito, ainda preferir os livros físicos.

A vantagem do Kindle é economia, variedade e poder se locomover sem levar a mochila pesada com tantos livros.

No Kindle tem coleções ótimas para o aprendiz de idiomas. Adoro a coleção em francês do Marc Thil e a coleção em vários idiomas do Olly Richards.

 

LER ARTIGOS DE BLOGS, REVISTAS, JORNAIS, NEWSLETTERS

Apesar de eu ter me estendido bastante sobre a leitura de livros divididos por níveis, aconselho fortemente também a leitura de artigos.

Meu professor de francês, Bachelor Louis, tinha o hábito de abrir comigo a página do Yahoo France e pedir para eu escolher qualquer artigo que eu considerasse o título interessante. Uma vez aberto, pedia para eu lê-lo em voz alta e me corrigia aos poucos. Depois passávamos para a interpretação do texto. Gostei tanto dessa prática que comecei a repeti-la em outros momentos e também em outros idiomas.

Também costumo ler artigos em livros de ensino de idiomas, hoje em dia, por sorte, esses livros trazem uma vasta quantidade de artigos diversos e eu adoro lê-los. Uma forma a mais de ampliar o  vocabulário de acordo ao tema abordado. Além de ir, naturalmente, gravando a ortografia das palavras.

É possível encontrar no Youtube variedades de canais e youtubers que ensinam e falam sobre aprendizado de seus idiomas e eles costumam oferecer gratuitamente assinaturas de newsletters. Aproveite-as, a maioria é bem interessante.

Há ainda variedades de sites com textos curtos destinados a estudantes de idiomas. São um recurso gratuito interessantíssimo e super útil.

 

Alguns:

Enfim, não faltam bons recursos para exercitar a leitura em outros idiomas e, garanto, são muito efetivos para a ampliação de vocabulário, para o aprendizado intuitivo de estruturas gramaticais, para trabalhar pronùnica (quando são acompanhados de áudios), além de uma diversão prazerosa.

Apertem os cintos e voem pelo universo das letras aladas!!!

 







 


viernes, 3 de junio de 2022

Segundo encontro como mediadora de francês no Grupo de Conversação e Leitura em Francês

E continuando a narrar fortes emoções, já que hoje fui fortemente inspirada pela presença de pessoas iluminadas, conto-lhes que além da adrenalina da minha estréia como facilitadora no Talk’n Talk também desfrutei da adrenalina de mediar meu segundo encontro como mediadora de francês no amado Grupo de Conversação e Leitura em Francês (e outros idiomas) organizado pela nossa querida Lu Japa. Uma vez mais foi sensacional!!! Posso dizer, inclusive, que foi melhor do que o segundo e sei que o terceiro será ainda melhor pois, a cada encontro, vai crescendo e nos abraçando uma cumplicidade deliciosa. Acordei às 6:30h da manhã, num dia frio e chuvoso, só para terminar de me preparar para o encontro e valeu muito a pena! Nem todas puderam estar presentes, mas as que sim, estavam totalmente entregues, motivadas, energéticas. Obrigada meninas por estarem comigo, dedicando tempo e confiança. Obrigada Patricia e Cássia, minhas companheiras de outras tantas viagens, que me encorajam ainda mais. Amo fazer parte de tudo isso e espero que possam sentir ao menos um pouco desse amor!

Mi debut como anfitriona de español en TNT

 

Hoje foi minha estréia como mediadora de espanhol no Talk’n Talk. Apesar de já ser mediadora de italiano, que é, aliás, uma língua que tenho menos domínio do que o espanhol; apesar de participar há meses dos encontros de espanhol mediados por outros colegas e, até de encontros de francês e inglês, os quais representam um grau de dificuldade imensamente maior para mim; apesar disso tudo, estava bastante nervosa. Levantei-me cedo para preparar um trabalho que precisava finalizar antes da reunião, tinha programado escutar um pouco de espanhol antes, mas não houve tempo. Então respirei e entrei, com o alívio de saber que encontraria rostos conhecidos lá, o alívio de saber que por mais que estivesse nervosa esses rostos sorririam e tudo ficaria bem. E assim foi! Logo encontrei a Rosália, o Jeferson, o Kelvine e a Lorena e em dois minutos eles me fizeram sentir acolhida, motivada e querida. Claro que faltaram os sorrisos de outros rostos que não puderam estar presentes, mas que certamente estarão em outras ocasiões. E toda essa experiência, toda essa adrenalina e toda essa recompensa me faz pensar que sortuda que sou e como nada na vida acontece por acaso. Encontrar o Talk’n Talk há mais de um ano atrás foi uma dádiva. Não se trata somente de um espaço onde pude desenvolver meus conhecimentos de idiomas. Para mim, o TNT hoje é uma morada onde posso desenvolver conhecimentos muito mais profundos, conhecer a mim mesma, reconhecer e expandir minhas habilidades. Onde posso conhecer pessoas maravilhosas que enchem de luz o meu caminho. Onde sou continuamente motivada a crescer, a voar. No Talk’n Talk conheci este cara inteligente, bacana, humilde e impulsivo que é o Phillipe Soares. Um cara que já me abriu tantas portas que nem sei como agradecer. Encontrei a Rosália que hoje é uma amiga essencial em minha vida, sempre me motivando e inclusive me dando altas broncas. Encontrei o Kelvine, que está lá do outro lado e quando se conecta conosco com seu belo sorriso e sua sede de aprendizados nos contamina de energia. Encontrei a Lore, outra argentina linda que nos maravilha com sua visão de mundo, sua sinceridade, suas perfeitas imperfeições e suas imperfeitas perfeições. Encontrei o Warley, outro ser talentoso, sensível e impulsivo que alça vôos e nos inspira. O Aurélio que se refere a mim tão docemente em seus encontros como “nostra Cris”. O Endel com suas reflexões, suas buscas e suas ideias tão belas e intensas. O Jeferson, a Bruna, o Victor, a Jéssica, a Marina, a Edna, a Ana, o Manuel, a Mariana… Nossa! Tanta gente que nem dá para citar todos os nomes. Encontrei mundos que expandem o meu mundo. Fico me perguntando, às vezes, se eu também os inspiro, ilumino e os motivo tanto quanto eles a mim. Se meu mundo também expande seus mundos. Quando pensei em escrever algo para agradecer pela manhã de hoje e procurei imagens no Youtube para ilustrar esse delicioso evento, deparei-me com esses sorrisos mágicos, pensei e encontrei minha resposta: Sim, acredito que também, de alguma forma, ilumino ao menos alguns minutos das horas que compõem suas vidas e essa é a maior dádiva que poderia receber: ser luz, receber luz, refletir luz, multiplicar luz! Obrigada por tanto!

Poemame