sábado, 14 de mayo de 2022

Por que quero ser poliglota (Cris Sousil)

Tenho uma meta bem definida: quero ser poliglota. 

Por que quero ser poliglota? Para impressionar os outros? Por crescimento profissional? Para viajar? Qual a razão?

Eu diria: “quero ser poliglota por paixão”. Sou extremamente apaixonada pelas línguas românicas e, hoje admito, também pelo inglês.

Quero ser poliglota para impressionar os outros? Não. Talvez para impressionar a mim mesma, pois celebro quando percebo meu empenho, meu crescimento e que a cada dia estou mais próxima à realização do meu objetivo.

Isso significa que não gosto quando as pessoas reconhecem meu esforço e trajetória? Claro que gosto, claro que me sinto orgulhosa, e mais que tudo, claro que isso motiva e acelera os meus passos.

Quero ser poliglota para crescer profissionalmente? Também. Por que não unir o prazer à vida profissional? Trabalho como professora de línguas há mais de 15 anos (português e espanhol) e dou meus primeiros passos no universo da tradução (com vontade de muito mais). Sou facilitadora/mediadora de italiano e, futuramente, de francês em dois grandes grupos: meu querido Talk’n Talk (onde novas parcerias surgirão em breve) e no Grupo de Conversação e Leitura em Francês e outros idiomas. Produzo textos literários em português e espanhol há anos, já tendo participado em coletâneas de textos e apresentações literárias no Brasil e na Argentina. É evidente que quando a paixão se enlaça com minha vida profissional, minha realização é ainda maior.

Quero ser poliglota para viajar? Sim!!! E para entender culturas diversas, viver a realidade de diferentes países, misturar-me com nativos, falar e ouvir muito.

Mais razões? Certamente.

E como alcançar a meta? Como ser poliglota?

Tenho 43 anos, já não tenho a facilidade mental ou a memória de um jovem de 20. Sim, devo imergir nas línguas que aprendo DIARIAMENTE e o faço com a melhor das energias.

De manhã, caminho ouvindo podcasts ou canções em algum idioma. Assim eu exercito o corpo e a mente.

Durante o dia todo, nos intervalos entre minhas aulas como professora, incluo minhas aulas como estudante. Uso e abuso de plataformas que acho útil e do Youtube.

Formo ou participo de grupos de estudos. Estudar na companhia de outras pessoas que seguem o mesmo objetivo é incrível. Facilito ou participo também de grupos de leituras e conversações; “ensinar”/”mediar” nos faz aprender em dobro.

Assisto filmes, séries e documentários sempre que possível. Leio livros, revistas, artigos, piadas, memes. Atualmente não escrevo muito, mas deveria (está na minha lista de pendências). Estudo gramática, não creio na teoria de que gramática não é importante, no entanto, respeito, afinal cada um tem sua forma de aprender. Gosto de métodos de idiomas (livros de idiomas); se alguém quiser me fazer muito feliz, basta me dar um de presente.

À noite tento relaxar em família, algumas vezes rola um filme juntos em outro idioma e quando não rola, é o momento de desconectar e desfrutar a companhia daqueles que amo e me amam. Pausa.

Se não viajo, dedico as manhãs dos sábados para mais estudos. Aos domingos apenas para atividades extremamente tranquilas como vídeos interessantes e curtos ou leituras breves, afinal também é o dia da família e do descanso.

Concluindo, querer ser poliglota não basta. O trabalho é árduo, longo, talvez eterno. Por isso creio que a melhor razão para querer ser poliglota é a paixão pelas línguas. E isso me sobra.

E você? Por que quer ser poliglota? O que faz para tornar-se um?


 





 

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